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Colégio João Paulo II
Braga (Dume e 7 Fontes)
Edição 7 · Out 2026 · Semana 7

Antes de aprender,
sentir

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Colégio João Paulo II, Braga (Polo de Dume e Polo de 7 Fontes) BRAGA (DUME E 7 FONTES)
Edição 7 · Out 2026 · Semana 7
Fernando Fidalgo
Fernando Fidalgo
Mensagem do Diretor Pedagógico Geral

Obrigado por ficarem

Na passada segunda-feira assinalámos o Dia Mundial do Professor. É uma oportunidade para agradecer a todos aqueles que escolheram uma das profissões mais importantes que uma sociedade pode confiar a alguém: educar.

É também um bom momento para olharmos para o futuro da profissão.

Portugal tem cada vez menos professores e os números para os próximos anos são preocupantes. Esta realidade já chegou às escolas. Há menos professores disponíveis e, naturalmente, mais oportunidades para quem está na profissão.

Nos próximos anos, Portugal terá de encontrar respostas para este problema. Teremos de tornar a profissão mais atrativa e, provavelmente, discutir novas formas de acesso à docência, permitindo que pessoas com formação, capacidade e verdadeira vocação para ensinar possam ter essa oportunidade. Isso não poderá, contudo, significar menor exigência. Novos caminhos para a docência terão de ser acompanhados por formação, supervisão, acompanhamento próximo e desenvolvimento profissional em serviço. Precisamos de abrir portas, mas também de garantir que quem entra numa sala de aula está preparado para a responsabilidade que assume.

Há, porém, algo que nenhuma alteração legislativa ou modelo de formação consegue criar: o compromisso. E é aqui que quero falar dos nossos professores...

Também nas nossas escolas há professores que recebem propostas. Professores que poderiam escolher outros caminhos, por vezes com condições financeiramente mais interessantes ou, simplesmente, com projetos diferentes. E a grande maioria escolhe continuar connosco.

É sobretudo a esses que, hoje, quero agradecer!

Ficar não significa acomodação. Muitas vezes significa exatamente o contrário: continuar a dar de si, mesmo quando há cansaço, esforço e pressão. Significa acreditar num projeto, numa equipa, numa escola e, sobretudo, nas crianças e jovens que lhes foram confiados.

Naturalmente, também nós temos uma enorme responsabilidade. Se queremos que os nossos professores permaneçam connosco, temos de lhes dar razões para isso. Temos de continuar a melhorar as condições de trabalho, proporcionar benefícios, reconhecer o mérito, criar oportunidades de crescimento, ouvir e acompanhar. E temos de construir uma escola onde as pessoas se sintam respeitadas, valorizadas e felizes. Temos feito esse caminho e queremos continuar a fazê-lo...

Mas há uma parte que pertence a cada um. Quando um professor aceita uma turma, não aceita apenas um horário. Assume um compromisso com os seus alunos, com as famílias, com os colegas e com a escola. E é particularmente significativo perceber que, num tempo em que existem tantas oportunidades para mudar, tantos continuam a dar valor ao compromisso que assumiram. Não porque não pudessem sair ou não tivessem outras possibilidades. Mas porque decidiram ficar. Porque há um projeto que começaram e querem terminar. Porque há colegas que contam com eles. E, sobretudo, porque há crianças e jovens que, todas as manhãs, esperam encontrá-los na escola.

É isto que também significa, para mim, ser professor. Não significa ficar para sempre na mesma escola. Todos temos o direito de mudar e de escolher outros caminhos. Significa saber honrar os compromissos que assumimos e cuidar das pessoas que contam connosco.

Por isso, neste mês em que celebramos os professores, quero agradecer especialmente aos nossos. Aos que estão todos os dias nas salas de aula, aos que enfrentam dificuldades e procuram soluções, aos que tiveram outras possibilidades e escolheram continuar connosco.

Obrigado por ficarem.

Fernando Fidalgo · Diretor Pedagógico Geral

Fernando FidalgoDiretor Pedagógico Geral
Ana Paula Peixoto
Ana Paula Peixoto
Coluna de Opinião

Antes de aprender, sentir

Uma escola que acolhe pessoas

Queremos o melhor para as nossas crianças e jovens, e isso inclui o sucesso na escola. Mas, entre notas e objetivos, há uma pergunta que vale a pena fazer todos os dias: como se sentem? É ela que faz de uma escola um lugar de pessoas, e não apenas de matérias.

Cada criança que entra na escola traz consigo mais do que a mochila. Traz o seu dia: a alegria de uma novidade, a tristeza de uma despedida, uma preocupação que não vemos. O mesmo acontece com os jovens e com os professores, que também têm dias difíceis. O que sentimos influencia a forma como pensamos, aprendemos e nos relacionamos.

As emoções são respostas naturais do corpo e da mente àquilo que vivemos. Não são boas nem más. São informações. A alegria mostra-nos o que nos faz bem, o medo alerta-nos para um possível perigo, a tristeza pede tempo e proximidade. O importante não é deixar de sentir, mas aprender a reconhecer e a lidar com o que sentimos. E essa aprendizagem começa cedo, nas relações que vivemos.

Aprendi na minha formação de educadora de infância uma ideia que continuo a considerar fundamental: uma criança aprende melhor quando se sente segura, acolhida e compreendida. Quando um educador recebe com calma uma criança triste ou agitada, ajuda-a a voltar a estar disponível para aprender. Quando um professor procura perceber o que está por trás do silêncio ou da desatenção de um aluno, também está a ensinar: mostra que, naquela escola, as pessoas importam.

Mário Cordeiro, Daniel Sampaio e Eduardo Sá têm lembrado a importância de acolher e nomear as emoções das crianças e de levar a sério as dificuldades dos adolescentes. Mesmo quando parecem pequenas a um adulto, para quem as vive são enormes. Compreender não é concordar com tudo, é compreender antes de agir.

Em casa, isto pode ser simples. Perguntar “como te sentiste hoje?” antes de “como correu o teste?”. Ajudar a encontrar palavras para aquilo que ainda não se consegue dizer. Escutar sem pressa, mesmo quando o assunto nos parece pequeno. Estabelecer limites com serenidade. E lembrar que as crianças observam tudo: se veem adultos que se respeitam, aprendem a respeitar; se veem adultos capazes de pedir desculpa, aprendem que errar faz parte.

Também entre nós, pais e professores, a empatia faz diferença. Uma palavra amiga, um olhar compreensivo, a disponibilidade para ouvir sem julgar. Uma escola é feita de relações e, quando estas assentam no respeito e na confiança, criamos juntos um ambiente onde todos podem crescer.

Deixo três ideias:

  • Sentir não é uma fraqueza.
  • Ninguém precisa de enfrentar tudo sozinho, e pedir ajuda é um ato de coragem.
  • A empatia constrói-se em casa e na escola, em conjunto.

Que este ano letivo seja um tempo de aprender mais, mas também de sentir melhor. Porque uma escola que acolhe as emoções é, acima de tudo, uma escola que acolhe pessoas.

Com carinho e encantamento pela descoberta.

Ana Paula PeixotoDiretora Pedagógica, Polo Sete Fontes
O treinador a falar com as atletas, reunidas em círculo, durante uma pausa do jogo

Começa uma nova época de voleibol feminino no Clube Desportivo do Colégio João Paulo II. Há sempre um entusiasmo especial nos primeiros treinos: reencontramos colegas, conhecemos novas atletas, voltamos ao pavilhão e sentimos novamente aquela vontade de competir, aprender e evoluir.

É também o momento certo para dizer o que esperamos desta época: queremos atletas que melhorem e equipas que cresçam juntas.

Melhorar começa com uma decisão simples: querer ser melhor do que fomos ontem. Não se trata de nos compararmos com a colega que está ao nosso lado, nem de medir tudo apenas pelos resultados. Trata-se de olhar para o nosso próprio caminho e perguntar: “O que posso fazer melhor neste treino?”. Essa pergunta, repetida todos os dias, pode valer mais do que qualquer vitória isolada.

Para melhorar, é preciso também aprender a lidar com o erro. Todas as atletas falham. Até as melhores. O erro faz parte do processo e mostra-nos onde precisamos de trabalhar mais. O que verdadeiramente faz a diferença é aquilo que acontece depois: levantar a cabeça, aprender e voltar ao trabalho.

Essa atitude também se treina.

Nada do que realmente vale a pena se aprende à primeira. Aprende-se com repetição, paciência e disciplina, mas também com a coragem de voltar a tentar quando as coisas não saem como queremos.

É isso que entendo por superação.

Superar não é apenas vencer quem está do outro lado da rede. É, muitas vezes, vencer a nossa própria vontade de desistir.

É continuar quando estamos cansadas. É acreditar quando o resultado ainda não aparece. É voltar ao treino no dia seguinte com vontade de fazer melhor.

E, depois de uma grande vitória, talvez o melhor sinal de uma grande equipa seja precisamente esse: querer voltar a treinar.

Sou exigente com as minhas atletas porque acredito nelas e naquilo que são capazes de alcançar. A exigência não nasce da falta de confiança. Nasce precisamente do contrário: da convicção de que podemos sempre aprender mais, fazer melhor e chegar mais longe.

Mas ninguém cresce sozinho.

Uma equipa só é verdadeiramente forte quando cada uma assume a sua parte: treinar com atenção, cumprir o que combinámos, ser pontual, estar presente, apoiar a colega e dar tudo por cada bola.

Quando cada uma cumpre, as outras podem confiar nela. E, quando todas cumprem, nasce aquilo que nenhuma atleta consegue construir sozinha: uma equipa em que todas podem confiar.

A responsabilidade de cada uma sustenta a confiança de todas.

E aquilo que aprendemos no pavilhão levamo-lo connosco para a vida. Aprender a trabalhar em equipa, a assumir os nossos erros, a respeitar os outros, a lidar com a frustração e a insistir quando custa são aprendizagens que ultrapassam as linhas do campo.

Treinar e estudar são compatíveis. Ambos exigem organização, compromisso e responsabilidade. Queremos atletas melhores no voleibol, naturalmente, mas queremos também jovens mais autónomas, responsáveis e preparadas para os desafios que encontrarão dentro e fora do campo.

Às famílias, deixo também uma palavra especial. A vossa presença, confiança e apoio fazem parte deste caminho. Acompanhem, incentivem e confiem no processo. Nem todos os dias serão fáceis e nem todas as bolas serão ganhas, mas todos os dias podem ser dias de aprendizagem.

Agradeço a todos os que fazem parte deste projeto: atletas, treinadores, famílias, dirigentes, colaboradores e parceiros. E agradeço, de forma especial, a todos os que acreditam no nosso trabalho e nos ajudam a crescer.

Uma nova época começa.

Não sabemos ainda quantas vitórias teremos, quantos desafios vamos enfrentar ou até onde conseguiremos chegar.

Mas sabemos uma coisa:

Vamos trabalhar para sermos melhores.

Vamos aprender com os erros.

Vamos lutar umas pelas outras.

E vamos crescer juntas.

Porque melhorar não é trabalho de uma só pessoa. Melhorar é um trabalho de todas.

Mário AzevedoCoordenador do Voleibol do Clube Desportivo do Colégio João Paulo II · Treinador Grau III de Voleibol
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Conselhos do Gabinete Psicopedagógico

Um bom livro provoca sempre uma boa conversa

Outubro é o Mês Internacional da Biblioteca Escolar, um bom pretexto para falar de leitura em família. Ler com os filhos não serve só para aprender a ler: abre assuntos. Mas como saber se um livro é bom? O Gabinete Psicopedagógico partilha consigo o que distingue um bom livro e o que procurar em cada idade.

O que distingue um bom livro
O texto

Tem ritmo e musicalidade, usa a língua com cuidado e deixa espaço à imaginação. Texto curto não é texto pobre. Desconfie de rimas forçadas, só para rimar, e de histórias que anunciam a lição antes de começar.

A narrativa

Uma história com sentido e personagens com vida, com qualidades e defeitos. Fala com emoção, não com lições, e não explica tudo ao leitor. Um bom livro aguenta releituras: de cada vez descobre-se algo novo.

A ilustração

Não repete o texto: acrescenta detalhes, humor e emoções, e por vezes diz o que as palavras calam. Um teste simples: tape o texto e folheie só as imagens. Se percebe o que se passa, o livro está bem feito.

O que procurar em cada idade
Berçário / Creche

Livros resistentes, com imagens grandes e claras, pouco texto e repetição. Os mais pequenos gostam de ouvir o ritmo e de apontar. Nomeie o que vê e espere pela resposta: um som ou um gesto também é resposta.

Pré-Escolar

Histórias com princípio, meio e fim, humor e ilustrações que contam mais do que o texto. São livros pensados para ler em voz alta, e para virar a página só depois de adivinhar o que vem a seguir.

1.º Ciclo, 2.º e 3.º Ciclo e Secundário

No 1.º ciclo, mais enredo e personagens, capítulos curtos para ler à noite e língua rica; a poesia também cabe aqui. No 2.º e 3.º ciclo, narrativas que tratam o que os interessa sem os subestimar: deixe-os escolher, porque a banda desenhada e a novela gráfica também são leitura. No secundário, obras com densidade literária, clássicas e contemporâneas, e temas que desafiem. Lê-se melhor o que se escolhe.

A idade que vem na contracapa é só um guia: o que conta é o que o seu filho aguenta em atenção e o que o interessa. Convém variar entre poesia, contos, informação e banda desenhada. E no fim da leitura, repare: um bom livro deixa vontade de falar sobre ele. Para procurar boas leituras por idade, o Catálogo do Plano Nacional de Leitura é um bom ponto de partida.

Desejamos a toda a comunidade escolar uma semana de boas leituras e boas conversas.

Inscrições Atividades Extracurriculares

Ementa da Semana

Ementa da Semana

Semana de 12 a 16 de outubro de 2026

GeralAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSaladaSobremesa
SegundaSopa de couve-florBolonhesa de cavala (cavala desfiada estufada em molho de tomate com massa esparguete)1,3,4,6Salada de cenoura raspadaBanana
TerçaSopa de feijão catarinoCoxa de frango estufada com arroz de cenouraSalada de tomateLaranja
QuartaSopa de brócolosSalmão cozido lascado com batata e macedóniaSalada de alfaceMaçã golden
QuintaSopa de curgeteFeijoada à portuguesa (carne de vaca, peru, repolho, cenoura e feijão branco) com arrozCouve-florPera
SextaSopa de abóboraFiletes de pescada no forno com molho de legumes e massa cotovelinhos1,3,4,6,9,10,11Salada de couve roxaGelatina laranja / fruta da época
VegetarianaAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaVegetarianaSaladaSobremesa
SegundaSopa de feijão-verdeSoja estufada com cenoura e arroz branco1,6,8,11AlfacePera
TerçaSopa de cenouraTofu no forno com batatinha e molho branco (creme de soja)1,6Cenoura raladaLaranja
QuartaSopa de alfaceMassada (veg) de lentilhas com abóbora e cenoura1,6,10BrócolosMaçã golden
QuintaSopa de feijão brancoFeijoada de legumes (feijão catarino, repolho e cenoura) com arroz brancoMilho e couve brancaBanana
SextaSopa de abóboraMassa macarrão (veg) estufada com grão e cogumelos1,6,10Salada de cenoura raspadaGelatina ou fruta da época
GeralAlmoço · 5 diasVer
DiaSopaPratoSaladaSobremesa
SegundaSopa de couve-florBolonhesa de cavala (cavala desfiada estufada em molho de tomate com massa esparguete)1,3,4,6Salada de cenoura raspadaBanana
TerçaSopa de feijão catarinoCoxa de frango estufada com arroz de cenouraSalada de tomateLaranja
QuartaSopa de brócolosSalmão cozido lascado com batata e macedóniaSalada de alfaceMaçã golden
QuintaSopa de curgeteFeijoada à portuguesa (carne de vaca, peru, repolho, cenoura e feijão branco) com arrozCouve-florPera
SextaSopa de abóboraFiletes de pescada no forno com molho de legumes e massa cotovelinhos1,3,4,6,9,10,11Salada de couve roxaGelatina laranja / fruta da época
CrecheAlmoço · 5 diasVer
DiaSopa berçárioSopaPratoSobremesa
SegundaSopa de couve-flor com pescada4Sopa de couve-florCavala desfiada com massa esparguete e feijão-verde cozido1,4,6,10Banana
TerçaSopa de feijão catarino com frangoSopa de feijão catarinoCoxa de frango estufada desfiada com arroz e brócolosLaranja
QuartaSopa de brócolos com solha4Sopa de brócolosSalmão cozido lascado com batata e macedónia4Maçã golden
QuintaSopa de curgete com peruSopa de curgeteCoxa de peru cozida desfiada com arrozPera
SextaSopa de abóbora com tilápiaSopa de abóboraFilete de tilápia desfiado com massa cotovelinhos1,4,6,10Maçã starking

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